Ingrid Betancourt ouvia rádio brasileira em cativeiro
Por admin • jul 8th, 2008 • Categoria: Mundo|
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Em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo, a ex-refém das Farc afirma que recebia uniformes e cigarros brasileiros e escutava rádios do nosso país. No ano passado, ÉPOCA já havia revelado a hipótese da presença de Ingrid na Amazônia brasileira.
O jornal colombiano El Tiempo publicou, nesta segunda-feira (7), uma entrevista com a ex-senadora Ingrid Betancourt – seqüestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em 2001 e libertada na semana passada – sobre como foi sua vida de refém e o que planeja para o futuro. Uma das novidades foi a informação de que ela desconfia que seu cativeiro era próximo da fronteira com o Brasil.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de ter cruzado o território de outros países, durante os longos trajetos pela selva, ela respondeu não ter certeza. “Creio que não, apesar de ser possível. Sempre chegavam produtos de fora. Por exemplo, a leishmaniose se cura com glucantina, que era sempre venezuelana ou brasileira. As botas eram do Equador; os uniformes, da Venezuela e Brasil, e os cigarros, do Brasil. Que estivemos perto das fronteiras, sim [tenho certeza]. Havia momentos em que as rádios da Venezuela e do Brasil sintonizavam melhor”, respondeu a ex-senadora.
Em dezembro do ano passado, ÉPOCA revelou uma operação secreta do Exército brasileiro na região de fronteira da Amazônia para averiguar a informação repassada pela inteligência colombiana de que o cativeiro de Ingrid poderia estar do lado brasileiro. As afirmações da ex-refém confirmam fatos apresentados pela reportagem de que as Farc se abastacem de produtos nacionais, tais como remédios, cigarros e roupas. O fato de sintonizar rádios nacionais indica grande possibilidade da ex-senadora ter sido mantida em solo brasileiro durante algum período de seus seis anos de cativeiro.
Na operação, os militares foram deslocados de Goiânia, sede da Brigada de Operações Especiais, a tropa de elite do Exército brasileiro. A missão era vasculhar um trecho de 60 quilômetros de floresta à procura de reféns das Farc em supostos acampamentos mantidos pela guerrilha colombiana em nosso território. As buscas se concentraram na região entre a Serra do Caparro e a Serra do Macaco, no extremo norte do país. Mas nada foi encontrado.
Fonte: Revista Época
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