Achado corpo do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em SC

Por admin • jul 6th, 2008 • Categoria: Geral

Um corpo foi encontrado na quinta-feira, 3, a 100 quilômetros da costa de Maricá (RJ), por um rebocador a serviço da Petrobras. A companhia informou na tarde desta sexta-feira, 4, que o corpo seria do padre Adelir Antônio de Carli, de 41 anos, por causa das roupas e aparatos.”As roupas e os tênis indicam que é ele”, informou a assessoria da Petrobras.

O padre estava desaparecido desde 20 de abril, quando tentava bater o recorde de vôo usando balões de festa. Ele tinha saído da cidade de Paranaguá (PR) com o objetivo de pousar em Dourados (MS). Os ventos, porém, teriam desviado o padre de seu percurso, levando-o para o mar.


O rebocador Anna Gabriela encontrou o corpo por volta das 16 horas de quinta-feira, no mar, ainda com aparatos de vôo e com a mesma roupa e mochila que Adelir usava no dia do desaparecimento. À 1h40 da madrugada, o corpo chegou à cidade de Macaé (RJ), onde foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) local, para que exames comprovem se o corpo é realmente do religioso. O caso foi registrado na 123.ª Delegacia de Polícia.

DNA esclarecerá se corpo é de padre Carli de SC

Tripulantes de um rebocador a serviço da Petrobras encontraram restos mortais a 100 quilômetros da costa de Maricá, na Região dos Lagos, e desconfiaram que seriam do padre Adelir Antônio de Carli, que desapareceu em 20 de abril, ao fazer um vôo preso a balões no litoral paranaense, informou a assessoria de imprensa da estatal.
O caso foi registrado na delegacia de Macaé, no norte fluminense, que pedirá teste de DNA para tentar identificar o corpo. Os despojos foram encontrados na tarde de quinta-feira, 3, por tripulantes do rebocador Anna Gabriela, da Companhia Brasileira de Offshore. Eles resgataram os restos mortais e registraram o caso na 123.ª Delegacia de Polícia (Macaé), às 3h20 de ontem, quando voltaram à costa.

“Eles acreditaram que poderia ser o padre porque sob a roupa havia vestígios de alumínio. Na verdade, é um aparato bem artesanal, que serviria para proteção do frio e há relatos de que o padre teria usado desse recurso”, disse o delegado Daniel José Gomes. De acordo com o chefe do Instituto Médico Legal de Macaé, Paulo Alves, a tripulação do rebocador Anna Gabriela encontrou o quadril e um pedaço das pernas de um corpo. Não é possível sequer identificar o sexo do morto.

“Os despojos chegaram enrolados em linha de pesca, bóias. Não se tratava de um equipamento de vôo, como eles pensaram a princípio. Também não se pode falar em roupas, mas em fragmentos de tecido”, afirmou. Alves disse ainda que não é possível afirmar ainda se havia alumínio sob esses fragmentos. “O que havia era um outro tecido com certo brilho, que ainda será analisado”, afirmou.

O médico conversou com representantes da Igreja Católica no Paraná e desaconselhou os irmãos do padre Carli a viajarem ao Rio. “Não há um corpo para ser reconhecido. O que recebemos são restos mortais em adiantado estado de decomposição. Os despojos serão encaminhados para o Instituto Genético Forense do Rio de Janeiro e os parentes serão convidados, pelo delegado, a fazer o exame de DNA”, afirmou.

De acordo com Alves, essa não é a primeira vez que se levanta a possibilidade de o corpo do padre ter aparecido na região. O chefe do IML disse que não seria “nenhum absurdo” um corpo desaparecido no Paraná ser encontrado na costa fluminense. “Aqui nessa região temos o fenômeno da ressurgência, caracterizado pela maré que traz águas frias do Sul para cá. Poderia acontecer. Só não sabemos se é o caso”, disse Alves.



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